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Restaurando
o Brasão de São Paulo: "Non Ducor Duco"
(Não sou conduzido, conduzo !)
 
Na década de
70, por exemplo, a Entidade alertou o então prefeito Miguel Colassuono,
quanto à existência de erros na concepção do brasão da própria cidade de
São Paulo, elaborado nos idos de 1917 pelo joven poeta Guilherme de
Almeida, em parceria com o pintor José Wasth Rodrigues.
Na época, a cidade era governada pelo alcaide
Washington Luís Pereira. Em meados de 1976, a Sociedade demonstrava suas
razões, como um dos grandes exemplo da legitimidade de seus préstimos à
causa pública, em representação encaminhada ao então prefeito Colassuono,
"...o brasão atual ressente-se de uma falha, em termos de leis
internacionais de heráldica, quanto ao número de torres de sua coroa
mural. Esse elemento (o número de torres) determina o status da
localidade caracterizada, ou seja: três torres aparentes em prata,
aldeia; quatro torres aparentes em prata, vila; cinco torres aparentes em
prata, cidade; e cinco torres aparentes em ouro, capital."
Dignidade de
"Cidade". Não de "Aldeia" !
A Sociedade
explicava ao prefeito: "...o atual brasão possui uma coroa mural de
aldeia, por equívoco evidente de seus instituidores, pois foi criado em
1917, quanto São Paulo já gozava da categoria de cidade, desde
1911". Foram necessárias ainda, correções nos paquifes, no braço
armado, peça que vinha solta no campo do referido brasão e no listel. O
projeto de Lei, após acirrados debates que se arrastaram por longos anos
entre parlamentares e intelectuais, foi aprovado pela Câmara e o novo
Brasão já com a Bandeira Oficial retificada, foi finalmente instituído em
06 de Março de 1987 durante a gestão do Prefeito Jânio da Silva Quadros.
No mesmo ano, a Revista do Arquivo Municipal, publicava o Brasão do
município de São Paulo, já com as modificações propostas pela Sociedade
Brasileira de Heráldica, o que acrescentou sem nenhuma dúvida, uma página
de ouro, no livro da história da maior e mais importante cidade
brasileira.
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-Homenagem à Sua Alteza Imperial e Real o
Principe Dom João Henrique de Orleans e Bragança - 16/09/2005
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